Cibersegurança pós-quântica: riscos reais e 7 passos de proteção

Entenda os desafios da cibersegurança pós-quântica e os 7 passos para proteger dados contra ataques futuros.
Painel de cibersegurança com cadeado digital e fundo de servidores e códigos binários

A chegada dos computadores quânticos está transformando a forma como enxergamos a proteção digital. Afinal, a promessa dessas máquinas é mudar tudo que sabemos sobre como defender informações valiosas. No Grupo Data, acompanhamos de perto essa evolução. E, nesta análise, queremos discutir não só os riscos, mas também os caminhos para proteger negócios na era do pós-quântico.

O que são computadores quânticos e qual o impacto na proteção digital?

Antes de entrar nos desafios, precisamos entender o que diferencia os computadores quânticos dos tradicionais. Eles ainda não fazem parte do nosso dia a dia, porém sua velocidade e modo de operar trazem ameaças novas para a segurança da informação.

Computadores quânticos usam princípios da mecânica quântica para processar informações em velocidades inacessíveis à computação clássica, permitindo quebrar códigos de encriptação considerados hoje seguros.

Enquanto máquinas tradicionais resolvem problemas de forma sequencial, a quântica processa diversas possibilidades ao mesmo tempo. Para a proteção digital de empresas, essa mudança é um marco.

Pesquisadores brasileiros já discutem o preparo do país para essa nova realidade, com a necessidade de infraestrutura e iniciativas para o desenvolvimento da computação quântica e da internet quântica, como mostra a notícia sobre debates entre cientistas brasileiros.

O risco do sequestro de dados: ransomware no contexto quântico

Nós observamos um movimento relevante no cenário do ransomware, um tipo de ataque que sequestra dados e exige pagamento pelo resgate. O risco aumenta com algoritmos pós-quânticos, tornando essas ameaças ainda mais complicadas e difíceis de neutralizar.

Segundo relatório sobre as ameaças dos ransomwares do futuro, os criminosos já planejam empregar técnicas pós-quânticas. Isso deve dificultar a vida das organizações que tentam proteger e recuperar seus dados diante de ataques cada vez mais sofisticados.

Computador quântico de última geração em sala refrigerada, cabos coloridos e luzes azuis Criptografia pós-quântica: como funciona a nova proteção?

A criptografia é o pilar da segurança dos dados. Mas, com o avanço da computação quântica, surgiram algoritmos capazes de quebrar códigos tradicionais considerados seguros. A solução tem sido investir no desenvolvimento de técnicas resistentes à quebra quântica, a chamada criptografia pós-quântica.

Criptografia pós-quântica é o conjunto de métodos e algoritmos criados para resistir ao poder de processamento dos computadores quânticos e proteger as informações mesmo quando as máquinas quânticas estiverem disponíveis comercialmente.

Alguns exemplos de técnicas em desenvolvimento incluem algoritmos baseados em problemas matemáticos considerados difíceis para computadores quânticos, como Lattice-based Cryptography, Code-based Cryptography e Multivariate Cryptography. Já estão sendo testados esquemas híbridos, unindo criptografia tradicional e pós-quântica para garantir transições mais seguras.

O perigo silencioso: coletar agora, decifrar depois

Em nossa busca por proteção, ouvimos Daniel Parra, fundador da DPARRA Tecnologia, sobre o que é considerado o maior risco atual. Ele afirma:

O risco real hoje não é um ataque quântico imediato, mas o armazenamento estratégico de dados agora na expectativa de, no futuro, serem descriptografados quando a tecnologia permitir. (“coletar agora, decifrar depois”)

Segundo um estudo recente, grande parte das empresas já se preocupa com ataques desse tipo, em que invasores coletam grandes volumes de dados mesmo sem ter, no momento, a capacidade de decifrá-los. Quando a computação quântica amadurecer, esses dados estarão vulneráveis.

Outro ponto levantado é a baixa implementação das ações de proteção. Apenas 2% das organizações, segundo Parra, já começaram a agir, o que é considerado preocupante para o futuro da segurança digital.

A escalada dos prejuízos digitais

Ao analisarmos os últimos três anos, o valor médio dos prejuízos causados por ciberataques ao redor do mundo gira em torno de US$ 3,32 milhões. No Brasil, pesquisas da PwC apontam que cerca de um terço das empresas relatou perdas superiores a US$ 1 milhão devido a ataques digitais, conforme publicado pela CNN Brasil.

Esses números demonstram como a segurança da informação precisa ser tratada como prioridade estratégica.

No Grupo Data, reforçamos que proteger dados sensíveis, principalmente aqueles que exigem longos períodos de retenção, tem se tornado uma exigência indispensável para empresas de todos os segmentos.

Sala de servidores com armário de backup e administrador conferindo dados Sete passos para a proteção pós-quântica

Com base nas recomendações do especialista Daniel Parra e na experiência do Grupo Data, elencamos os sete passos mais urgentes para quem quer iniciar a transição para a era pós-quântica:

  1. Criar um inventário criptográfico completo, mapeando todos os mecanismos e ativos protegidos por criptografia;
  2. Proteger de forma prioritária os dados com longa retenção;
  3. Fortalecer a resiliência operacional, adotando backups imutáveis e segmentando sistemas críticos;
  4. Realizar testes frequentes de recuperação e restauração desses backups;
  5. Implementar esquemas híbridos de criptografia (tradicional + pós-quântica) para adaptação gradual;
  6. Testar algoritmos pós-quânticos em ambientes controlados (sandbox);
  7. Envolver a liderança e fornecedores no plano estratégico de médio e longo prazo.

No momento, a melhor abordagem é adotar soluções híbridas de criptografia, permitindo transição segura sem expor a operação a riscos de escolhas apressadas.

Além disso, nosso serviço de Gestão de TI já contempla mapeamento avançado de riscos e apoio em estratégias de proteção digital para clientes de todos os portes.

Hora de agir: por que começar agora?

Embora ainda não tenhamos ataques quânticos em massa, grupos maliciosos já se preparam com inteligência artificial e automação para possíveis avanços, como traz a consultoria em hunting digital do Grupo Data.

O baixo índice global de preparo mostra uma janela de oportunidade para quem decide agir antes. Recomendamos começar imediatamente com o inventário criptográfico, discutir algoritmos com especialistas, envolver todas as partes e testar tudo em ambientes seguros.

As empresas que se movem rápido terão vantagem no futuro da segurança da informação, principalmente em setores com dados sensíveis e alta responsabilidade envolvida.

Para quem busca soluções, produtos e consultoria estratégica, convidamos a conhecer mais sobre nossas opções especializadas em segurança digital, com uma equipe pronta para antecipar riscos e proteger cada etapa do ciclo de vida dos dados.

Conclusão

A era do pós-quântico impõe um novo olhar sobre segurança digital. Riscos que pareciam distantes já começam a influenciar o cenário atual. Ao nos anteciparmos e seguirmos recomendações práticas, protegemos informações e garantimos continuidade dos negócios. Nosso compromisso é apoiar sua jornada, desde diagnósticos até a implementação de protocolos inovadores. A hora de agir é agora.

Se você deseja avançar na proteção digital do seu negócio, veja como o Grupo Data pode ser um parceiro estratégico. Conheça também nosso conteúdo atualizado sobre segurança corporativa e tire dúvidas em nossa central de artigos.

Perguntas frequentes sobre segurança pós-quântica

O que é segurança pós-quântica?

Segurança pós-quântica é o conjunto de práticas, métodos e algoritmos desenvolvidos para proteger informações sensíveis contra ataques que utilizam computadores quânticos. Isso envolve novas técnicas de criptografia, testes em ambientes controlados e adaptação gradual à tecnologia, garantindo que dados permaneçam protegidos mesmo após avanços tecnológicos no processamento de informações.

Como proteger meus dados de ataques quânticos?

Para proteger dados contra riscos futuros, recomendamos começar com um inventário criptográfico, proteger arquivos que precisam de retenção prolongada, implementar backups imutáveis e adotar soluções híbridas de criptografia. Também é importante testar algoritmos pós-quânticos e envolver gestores e fornecedores na estratégia de proteção.

Quais são os riscos reais da computação quântica?

Os riscos envolvem a capacidade dos computadores quânticos de quebrar a criptografia usada hoje, expondo dados confidenciais, além do chamado “coletar agora, decifrar depois”, em que informações são armazenadas para serem descriptografadas no futuro. Por isso empresas precisam se planejar com antecedência.

Quais passos seguir para aumentar a cibersegurança?

Entre os passos recomendados estão: inventariar a infraestrutura criptográfica, proteger informações sensíveis, fortalecer backups, segmentar sistemas críticos, realizar testes de recuperação, experimentar criptografia pós-quântica e envolver todas as áreas da empresa no processo decisório.

Vale a pena investir em proteção pós-quântica?

Sim, vale investir em proteção pós-quântica, principalmente para empresas que lidam com dados sensíveis e precisam garantir sigilo ao longo dos anos. A preparação traz vantagem competitiva e reduz os impactos financeiros de futuros ataques.

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