Novos riscos de ataques de engenharia social previstos para 2026

Entenda os principais vetores e técnicas emergentes de ataques de engenharia social previstos para 2026 e proteja sua empresa.
Hacker manipulando funcionário em ambiente corporativo digital

A cada ano, ataques de engenharia social se sofisticam. Nossa equipe no Grupo Data acompanha de perto essas tendências, estudando tanto os números alarmantes quanto as novas formas com que esses golpes atingem empresas e pessoas. Sabemos que, ao falar sobre ameaças digitais, não basta pensar em tecnologia: quem está do outro lado são seres humanos. E é esse fator humano que, em grande parte, define o sucesso desses ataques.

O elo mais fraco em segurança digital é, quase sempre, o fator humano.

O cenário atual e o que mudou nos ataques

Segundo um relatório divulgado por uma associação de defesa de dados, em 2024 houve um aumento de 45% no número de ataques digitais reportados no Brasil, com mais de cinco milhões de casos e grande parte das vítimas tendo prejuízos financeiros relevantes (fonte).

Em nossa consulta às organizações, percebemos que, mesmo com alertas recorrentes, muitas não se sentem preparadas para lidar com a rapidez e criatividade dos ataques de engenharia social. A evolução das ameaças é clara: os golpistas aproveitam avanços tecnológicos, além de vulnerabilidades emocionais e lapsos de atenção.

A influência da Inteligência Artificial nos golpes

Pessoa em frente a computadores, códigos digitais exibidos nas telas

Dados do relatório mostram que, entre julho de 2024 e julho de 2025, mais de 1,29 bilhão de ataques de phishing foram bloqueados na América Latina, um aumento de 85% em relação ao ano anterior. No Brasil, impressiona o registro de cerca de 1,5 milhão de ataques de phishing por dia.

Grande parte desse crescimento está ligada ao uso avançado de Inteligência Artificial (IA) pelos criminosos digitais. Estudo setorial indica que 76% das organizações têm dificuldade em acompanhar a velocidade desses ataques, reconhecendo cada vez mais a importância de investir em proteção baseada em IA.

Novas tendências previstas para 2026

Em nossos estudos no Grupo Data, identificamos quatro principais tendências para 2026 que devem influenciar o cenário de ameaças:

  • Phishing hiperpersonalizado: Com o uso de IA, os ataques coletam e analisam dados públicos e privados para criar mensagens extremamente convincentes, que simulam comunicações reais de colegas ou fornecedores confiáveis.
  • Deepfakes para fraudes e extorsão: O uso de imagens, áudios e vídeos falsificados, mas extremamente realistas, será cada vez mais comum. Esses recursos conseguem enganar até os profissionais mais atentos, favorecendo transferências financeiras ou comprometimento de dados.
  • Automação de ataques em massa: Scripts automatizados, integrados com IA, tornarão possível atacar milhares de vítimas ao mesmo tempo, ajustando as estratégias em tempo real conforme as respostas recebidas.
  • Exploração de fragilidades emocionais: Os atacantes continuarão explorando situações de estresse, medo ou urgência para pressionar decisões apressadas.

Essas tendências revelam um futuro em que ataques de engenharia social serão mais sutis, rápidos e difíceis de identificar.

Os alvos estão mudando?

A percepção de que apenas grandes empresas ou órgãos públicos são visados está ultrapassada. Segundo dados internacionais recentes sobre vazamentos de dados (relatório internacional de investigação de vazamentos de dados), cerca de 19% das violações envolvem atores internos, muitas vezes por falhas de gestão de privilégios ou técnicas de engenharia social.

No Grupo Data, observamos que PMEs, profissionais liberais e até mesmo usuários domésticos estão cada vez mais vulneráveis, já que os ataques automatizados não têm mais custos elevados e atingem qualquer pessoa conectada.

Por que as vítimas caem nos golpes?

Nosso contato diário com clientes revela que os elementos emocionais são centrais no sucesso de um ataque. Muitos caem por questões como:

  • Excesso de confiança em comunicações aparentemente legítimas
  • Falta de treinamento em identificar sinais sutis de fraude
  • Pressa e sobrecarga de informações
  • Fatores emocionais como medo de perder acesso ou urgência em resolver um problema

Por isso, além das camadas tecnológicas, orientamos que o treinamento constante de equipes seja prioridade.

Como preparar sua empresa para 2026?

Equipe corporativa em treinamento de cibersegurança

No Grupo Data, aplicamos uma combinação de soluções em tecnologia, consultoria estratégica e treinamento humano para reduzir o risco de ataques. Destacamos algumas recomendações práticas:

  • Atualizar regras e procedimentos de gestão de acessos e privilégios internos.
  • Implantar soluções baseadas em IA para monitoramento e resposta rápida a ameaças.
  • Fazer treinamentos regulares para identificação de ameaças.
  • Investir em simulações de ataques para testar e conscientizar os colaboradores, inclusive líderes.
  • Estabelecer canais seguros de comunicação para confirmação de solicitações sensíveis.

Combinando tecnologia e conhecimento humano, aumentamos as barreiras contra ataques e reforçamos a cultura de segurança.

Conclusão

Se existe um consenso em nossa experiência no Grupo Data, é que a engenharia social se reinventa rapidamente, impulsionada por IA e pela busca de ganhos fáceis. Prever os riscos para 2026 não é um exercício de futurologia, mas de observação atenta às mudanças no comportamento dos golpistas e das vítimas.

Sabemos que não há solução mágica. Só com preparo constante, apoio de parceiros especializados e tecnologia de ponta as empresas e pessoas podem reduzir seu grau de exposição. Convidamos você a conhecer mais sobre as soluções e treinamentos do Grupo Data para fortalecer seu ambiente digital e proteger o que importa.

Perguntas frequentes sobre engenharia social e os riscos para 2026

O que são ataques de engenharia social?

Engenharia social é o conjunto de técnicas usadas por criminosos para manipular pessoas e induzi-las a entregar informações confidenciais, acessar sistemas ou realizar ações prejudiciais. Os ataques podem ir desde simples e-mails de phishing até tentativas sofisticadas com uso de áudios, vídeos falsos e simulação de identidades.

Como me proteger desses ataques?

A melhor forma de proteção envolve treinamento regular, revisão de processos internos, verificação de solicitações sensíveis por múltiplos canais e adoção de soluções tecnológicas aliadas à Inteligência Artificial. No Grupo Data, combinamos todas essas abordagens em nossos projetos.

Quais serão os novos riscos em 2026?

Para 2026, prevemos riscos como phishing hiperpersonalizado, o uso massivo de deepfakes, automação de golpes em larga escala por IA e ataques focados em explorar emoções sob pressão. Nossa experiência mostra que esses métodos deixam os ataques mais eficazes e difíceis de detectar.

Por que os ataques estão aumentando?

O aumento decorre principalmente da popularização da IA, do acesso facilitado a ferramentas de automação e do grande volume de dados pessoais expostos online. Os criminosos aproveitam essas brechas para multiplicar as chances de sucesso dos ataques, como mostram os dados recentes de instituições do setor.

Quem são os principais alvos desses golpes?

Hoje, todos estão em risco: grandes empresas, pequenas e médias, profissionais autônomos e até usuários domésticos. A automatização e a personalização dos ataques eliminam barreiras tradicionais, ampliando o número de vítimas potenciais.

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